Mata Atlântica

Mantiqueira

De origem tupi, Mantiqueira significa “gota de chuva”, da junção dos termos amana (chuva) e tykyra (gota). Seu nome reflete sua importância para o sistema aquífero da região.

Abrangindo os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, seus riachos formam o rio Jaguari, o rio Paraíba do Sul e o rio Grande, de grande importância no abastecimento de aguá potável e de energia para as populosas cidades do Sudeste.

O maciço da Serra da Mantiqueira tem cerca de 500 quilômetros de extensão, e seu ponto mais alto, localizado na Pedra de Mina, entre os estados de Minas e São Paulo, atinge 2.798 metros. Por conta de sua altitude, a temperatura pode atingir graus negativos durante o inverno; já durante o verão, a intensa e quase constante preciptação representa a etimologia da palavra Mantiqueira.

A Mantiqueira está inserida no bioma Mata Atlântica brasileira, um dos locais mais biodiversos e ameaçados do mundo. São reconhecidas 891 espécies de aves que ocorrem na Mata Atlântica, sendo dessas 213 endêmicas deste bioma.

Estações de anilhamento

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O anilhamento de aves é um método utilizado no mundo inteiro para estudos em que a identificação do indivíduo é necessária. Alguns exemplos são estimativas de tamanho populacional, de sobrevivência, estudos de movimentação, comportamento, variação intraespecífica, prevalência de doenças e parasitismo em aves entre outras.

No monitoramento com anilhamento do OAMa usamos redes de neblina como forma de captura, e temos sempre em campo profissionais treinados rigorosamente para realizar a captura, marcação, coleta de dados e liberação das aves de forma segura e ética. Seguimos os princípios de segurança e bem estar da equipe, segurança e bem estar das aves e coleta de dados de qualidade.

Área de interesse e atuação do Observatório de Aves da Mantiqueira. BOA1 e PORT são áreas de monitoramento mensal. SBS1 é um monitoramento sazonal, com 4 visitas planejadas no ano. TOPC é uma área de interesse em que foi realizado um esforço pontual, associado com projeto de divulgação científica, e onde gostaríamos de dar continuidade ao monitoramento.

PORT

Vila da Fumaça, município de Resende, RJ

PORT, abreviação de porteira mesmo, é a nossa primeira estação de anilhamento no programa de monitoramento de longo prazo. O nome é uma referência ao local em que distribuimos as linhas de rede e mesa de anilhamento, bem na beira da porteira da propriedade sítio Mata do Sauá, uma propriedade rural de produção familiar.

A estação de anilhamento fica à pouco mais que 1.000 metros de altitude na borda de divisa da mata com a área aberta para pasto, plantações e moradia dos proprietários do sítio. A mata é uma floresta secundária com cerca de 20 anos de regeneração, tempo desde que esse trecho de mata não é mais explorado para produção.

BOA1

Vale das Flores, município de Bocaina de Minas, MG.

BOA1, identificando a primeira estação de anilhamento da RPPN Fazenda Boa Vista. Colocamos números pois pretendemos estabelecer uma sequência de estações de anilhamento dentro dos 52 hectares de mata da RPPN. BOA1 fica também da borda da mata, próxima à sede do OAMa. Essa mata, também uma floresta secundária e a pouco mais de 1.100 metros de altitude, já é um pouco mais antiga e vem sendo regenerada a pelo menos 40 anos. Conseguimos reconhecer isso até pela maior frequência de árvores maiores.